Dra. Heloisa Viscaíno Pereira- neuropediatra. Informações compartilhadas sobre assuntos relativos ao desenvolvimento neurológico e comportamental nas 2 primeiras décadas,
terça-feira, 22 de janeiro de 2013
Meu filho não dorme
Esta é uma queixa muito frequente nos consultórios, especialmente para bebês. Lembre-se: os bebês recém nascidos dormem em torno de 18 horas por dia mas seu sono é feito em parcelas, dando a impressão de que nunca dormem de verdade. Apenas quando estabelecem o amadurecimento do ritmo circadiano relacionado à luminosidade e também passam a poder ficar mais horas sem comer é que o sono se torna mais agrupado e respeita o ciclo noite/dia. Mesmo assim, até os 4 ou 5 anos, muitas crianças ainda precisam dormir durante o dia por algumas horas. Para crianças mais velhas, são trazidas aos consultórios as queixas relacionadas ao despertar noturno frequente e dificuldades para dormir. Nestes casos, a maior parte das vezes há relação com hábitos inadequados. Porém, a epilepsia noturna, problemas de apnéia do sono e outras questões de saúde devem ser investigadas pela entrevista e solicitação de exames. A higiene do sono refere-se à condições que favorecem a saúde do sono tais como o ambiente silencioso e de boa temperatura, os horários constantes e os hábitos relacionados.
Veja se você respeita os preceitos de higiene do sono para você e sua família:
1. Ambiente calmo e mudanças graduais no horário de adormecer 2. Consistência de horários 3. Ritual do adormecer que tenha conforto e constância 4. Domínio do próprio adormecer 5. Evitar dependência tal como o sono na mesma cama dos pais 6. Evitar alimentar a criança durante a noite
para que volte a dormir.
Caso você tenha dificuldades para implementar uma rotina saudável procure a orientação de seu pediatra.
Paralisia cerebral
O termo Paralisia Cerebral refere-se a uma disfunção neuromotora que afeta o cérebro em desenvolvimento. Está relacionada a um problema motor: uma dificuldade de realizar movimentos e a se libertar de um padrão mais reflexo de atos motoresde forma a alcançar etapas esperadas no desenvolvimento voluntário, tais como rolar, sentar, engatinhar e andar. As crianças com este diagnóstico podem ser mais rígidas (espásticas.afetar o corpo todo ou uma parte dele, serem mais molinhas ( hipotônicas) ou apresentarem movimentos descordenados (atáxica e coreoatetótica). Frequentemente houve alguma dificuldade no parto ou antes deleque levou à lesão cerebral por falta de oxigenação ou outros mecanismos. Muitos passaram temporadas longas na UTI neonatal. Nestes casos, sabido o risco, são realizadas consultas de seguimento que visam diagnosticar precocemente os atrasos e indicar reabilitação.
Em alguns casos a causa do atraso motor não é evidente e, por serem bebês sem história de risco, demoram mais a receber o diagnóstico e o tratamento. É muito importante que os pais estejam atentos ao desenvolvimento dos filhos, checando por idade na caderneta da criança.
Ter paralisia cerebral não significa que a pessoa tenha retardo mental. Embora exista uma tendência a ter os dois diagnósticos simultaneamente não devemos considerar que exista retardo mental de antemão sem que sejam realizadas avaliações apropriadas. Este é um conceito importante de salientar pois muitas crianças com problemas motores sérios têm inteligência normal ou próxima ao normal e necessitam de ferramentas específicas para demonstrar suas potencialidades.
Mesmo quando o retardo mental está presente, é fundamental que a criança frequente a escola e realize as atividades necessárias para que alcance o máximo do seu potencial.
Outra questão importante é que existem disfunções não aparentes às quais o pediatra precisa prestar atenção tais como a maior incidência de refluxo gastro esofágico, problemas urinários e ortopédicos além de questões ortodônticas e de saúde mental.
A escola deve ser frequentada desde cedo pois a inclusão é um processo que amadurece junto com a criança, caso-a-caso. Questões de acessibilidade no ambiente escolar, uso de comunicação assistiva e de técnicas específicas de ensino são viáveis e devem ser solicitadas a partir da escola ou por orientação de terapêutas e médicos da criança.
Abaixo seguem alguns endereços úteis.
http://www.lateca-uerj.net/
www.paralisiacerebral.org.br/
http://cerebralpalsy.org/
sexta-feira, 8 de outubro de 2010
Associação Brasileira de Epilepsia-Rio de Janeiro
Estou muito orgulhosa por fazer parte da nova diretoria da ABE-Rio de Janeiro! Temos muitos planos já em andamento! Participem!
quarta-feira, 8 de setembro de 2010
ESCOLA VIRTUAL PARA PAIS
Nossa Proposta
A Escola Virtual para Pais surge com o objetivo de oferecer Palestras pela Internet, chamadas de webconferências, e cursos online voltados para pais a fim de:
Estimular a discussão de princípios orientadores e ferramentas para o desenvolvimento humano, reconhecendo as dimensões física, emocional e espiritual de cada um;
Refletir de forma crítica a situação atual da família, no contexto social e individual, propiciando situações que estimulem à auto-avaliação de posturas.
Por serem atividades desenvolvidas através da web, a facilidade para participação é enorme! Basta que tenha um computador conectado à Internet e de sua casa ou de seu trabalho, em qualquer lugar do mundo, você pode participar.
Nas webconferências, o palestrante utilizará recursos de vídeo; os participantes o verão e o ouvirão no decorrer da atividade. A interação entre o palestrante e os participantes é feita através do chat.
Para participar, acesse o Calendário de Palestras, faça seu cadastro no site e reserve sua vaga, pois são apenas 30 participantes por palestra.
Caso você queira sugerir um tema ou um palestrante, nos envie um email contato@escolavirtualparapais.com.br .
Participe! Você é insubstituível para seu filho!
www.escolavirtualparapais.com.br
A Escola Virtual para Pais surge com o objetivo de oferecer Palestras pela Internet, chamadas de webconferências, e cursos online voltados para pais a fim de:
Estimular a discussão de princípios orientadores e ferramentas para o desenvolvimento humano, reconhecendo as dimensões física, emocional e espiritual de cada um;
Refletir de forma crítica a situação atual da família, no contexto social e individual, propiciando situações que estimulem à auto-avaliação de posturas.
Por serem atividades desenvolvidas através da web, a facilidade para participação é enorme! Basta que tenha um computador conectado à Internet e de sua casa ou de seu trabalho, em qualquer lugar do mundo, você pode participar.
Nas webconferências, o palestrante utilizará recursos de vídeo; os participantes o verão e o ouvirão no decorrer da atividade. A interação entre o palestrante e os participantes é feita através do chat.
Para participar, acesse o Calendário de Palestras, faça seu cadastro no site e reserve sua vaga, pois são apenas 30 participantes por palestra.
Caso você queira sugerir um tema ou um palestrante, nos envie um email contato@escolavirtualparapais.com.br .
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Meu filho tem Tiques
O transtorno transitório de tiques acontece muito frequentemente em crianças e no mais das vezes trata-se apenas de um piscar de olhos repetido ou de movimentos involuntarios de mãos e boca. Quando estes movimentos permanecem por mais de um ano e, especialmente, se aparecem de maneira combinada entre tiques motores e sonoros, com vocalização, manias e atos que o indivíduo não consegue controlar temos que nos preocupar. Nestes casos podemos estar diante do diagnóstico de Síndrome de Tourette, que atrapalha muito a vida do paciente e de sua família e que tende a responder bem ao tratamento com remédios. É comum que haja uma história psiquiatrica e de distúrbios de movimento na família e às vezes os próprios pais trazem a suspeita do diagnóstico. O tratamento medicamentososo e de psicoterapia tem bons efeitos, portanto leve seu filho para tratamento!
TDAH (Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade)
O TDAH é um diagnóstico muito comum em crianças. Nas últimas 2 décadas as pesquisas e avanços acerca deste transtorno foram muito grandese entende-se hoje a importância de diagnosticar e tratar precocemente o indivíduo com este diagnóstico. Inicialmente, as crianças apresentam sintomas de desatenção e hiperatividade que influenciam seu desempenho na escola e na vida social e estes são os motivos dos encaminhamentos para atendimento. Por vezes a queixa vem da escola e por outras da propria família. É frequente que o paciente seja avaliado e tratado por psicólogos, fonoaudiologos e psicopedagogos com melhora parcial ou mesmo sem resposta às intervenções até que seja feito o diagnóstico. Os sintomas acarretam prezuizo de rendimento escolar e também das relações sociais e alguns pontos são muito importantes para a correta abordagem:
1) Estabeler o diagnóstico e as comorbidades (diagnósticos associasdos tais como a dislexia, ansiedade, depressão, transtorno bipolar) que estão presentes em mais ou menos 60% dos casos
2) Decidir sobre a prioridade de tratamento dos diagnósticos
3) Iniciar tratamento medicamentoso e não medicamentoso que inclui a orientação da família e da escola, terapia comportamental de acordo com o caso, fonoaudiologia e psicopedagogia.
É importante que a família e o paciente entendam que este é um transtorno que depende de todos para encontrar um bom resultado mas que o prognóstico melhora muito com o tratamento precoce.
1) Estabeler o diagnóstico e as comorbidades (diagnósticos associasdos tais como a dislexia, ansiedade, depressão, transtorno bipolar) que estão presentes em mais ou menos 60% dos casos
2) Decidir sobre a prioridade de tratamento dos diagnósticos
3) Iniciar tratamento medicamentoso e não medicamentoso que inclui a orientação da família e da escola, terapia comportamental de acordo com o caso, fonoaudiologia e psicopedagogia.
É importante que a família e o paciente entendam que este é um transtorno que depende de todos para encontrar um bom resultado mas que o prognóstico melhora muito com o tratamento precoce.
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hiperatividade
terça-feira, 17 de agosto de 2010
DISLEXIA
Acessem a reportagem na página do Governo do Estado.
www.imprensa.rj.gov.br/detalheNoticiaMetropolitana.asp?ident=59992&flag=Noticia
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